Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

TIC@Portugal’15 – Livro de Resumos


Deixo em anexo um livro de resumos que encontrei disponível online no Link http://wordpress.educom.pt/TIC-Portugal-15/. Penso que se adequa ao blog pois é uma compilação baseada no Encontro de Professores acerca da utilização educativa das TIC que decorreu a 3 de julho de 2015.

Tarefa 7 - Reflexão Final


Numa atualidade cada vez mais informatizada, é essencial mantermos os nossos conhecimentos tecnológicos atualizados. Ou corremos seriamente o risco de ficarmos desatualizados ou utilizar ferramentas obsoletas como por exemplo o MS-DOS ou Pascal. Um software recente de um dia para o outro é ultrapassado ou substituído por outro com uma rapidez e facilidade galopante. No nosso futuro enquanto educadoras ou professoras será primordial sabermos lidar com variadas tecnologias, de forma a não cairmos na rotina e elaborarmos atividades de aprendizagem que sejam lúdicas e cativantes.
Cada vez mais as crianças parecem nascer predispostas a um contato simples, fácil e espontâneo com este mundo complexo e diversificado. A utilização de materiais que eram excelentes e eficazes há alguns anos, revelam-se insatisfatórios hoje em dia para estas “novas crianças”. Recordo-me de ter de apanhar o autocarro para ir à biblioteca fazer pesquisas a fim de realizar trabalhos escolares. Hoje pode-se à mesma fazer esse tipo de pesquisa mas é preterido, ocupando o seu lugar a pesquisa online que está à distância apenas de um clique. Basta para isso ter destreza no ambiente informático, acesso à internet e um computador ou tablet ou smartphone.
Como é óbvio temos então de aprender a movimentar-nos neste mundo informático, senão como vamos acompanhar ou ensinar as nossas crianças, sejam elas alunas, conhecidas ou familiares? É neste sentido que unidades curriculares como esta contribuem de forma positiva e enriquecedora para a construção do nosso percurso pessoal e profissional. É de extrema importância o contato com a parte prática e não apenas teórica, e nisso esta UC é exímia. A sua frequência vem colmatar e consolidar aspetos abordados noutras unidades como é o caso de Expressões e Tecnologias e Produção de Conteúdos para a Web. Contudo, é de salientar que a sua perspetiva e abordagem são diferentes. Ao invés de se focar apenas nas TIC, centra-se também na sua utilização no âmbito da Língua Portuguesa de forma interativa e pedagógica. Não quer isto dizer que não possamos utilizar as TIC para outros âmbitos como Ciências, Matemática, Inglês, etc. Mas não é esse o objetivo pelo menos de momento desta unidade curricular.
Os docentes ao longo do semestre foram sempre solicitando atividades e reflexões que incidiram sobre temáticas diversas e muito importantes e que podem ser trabalhadas num ambiente real. Toda a informação necessária à elaboração das tarefas foi sempre disponibilizada atempadamente no espaço afeto à UC no moodle. Não me posso referir à forma como as aulas presenciais decorreram pois devido à licença de maternidade não me foi possível a sua frequência. Tive inclusivé algumas complicações de saúde e os docentes foram sempre recetivos e compreensivos aos meus atrasos.
As minhas expetativas acerca da unidade curricular eram de nível médio. Desde cedo que estou em contato com o mundo informático. Trabalho inclusivé desde os 18 anos numa empresa que sempre se pautou por utilizar os softwares mais recentes, como SAP, Siebel, Visio entre outros. Contudo, foi uma surpresa positiva a utilização de um software que desconhecia totalmente: o JClic. É de fácil manuseio e à medida que o utilizamos torna-se quase automática a sua perceção. É uma ferramenta muito útil pois permite a criação de conteúdos didáticos e temáticos que além de fomentarem a aprendizagem fomentam momentos lúdicos. É essencial às vezes quase reinventar a forma de se ensinar e de se tratar certas matérias dos programas curriculares que as crianças possam considerar mais enfadonhas e das quais rapidamente se desligam. Sempre que se propoẽ um jogo, independentemente da sua idade, as crianças estão sempre mais recetivas e atentas que a atividades ditas rotineiras. Há que gostar de ensinar e nada é tão recompensador numa sala de aula como ver alunos empenhados e interessados em aprender.
Na minha opinião, a unidade curricular deveria ter uma carga horária semanal maior, de forma a que mais softwares pudessem ser descobertos e utilizados. Outro aspeto de melhoria seria a possibilidade de assistir a um ou dois seminários acerca de TIC. De resto considero a unidade curricular muito bem organizada e estruturada e o fato de ter dois docentes permite um bom acompanhamento nas duas vertentes: a da Língua Portuguesa e a das TIC.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Tarefa 6 - Contar uma história digital



Tendo como base a utilização do Photostory, foi proposta a realização de uma tarefa. Essa atividade consiste em contar ou narrar uma história, cuja duração máxima é de 3 minutos e com recurso máximo a 8 fotografias.
Nesse sentido, o tema que escolhi foi "A vida de Almada Negreiros". É importante dar a conhecer alguns parâmetros biográficos deste artista, pois ao longo do ensino da disciplina de História, as crianças vão tendo contato com os variados movimentos das Artes. Utilizando esta ferramenta, torna-se mais rápida e lúdica a assimilação destes conhecimentos.
De forma à informação estar corretamente organizada, foi também elaborado um guião, como pedido pelos docentes. A voz do aúdio pertence a mim, criadora do blog.





Tarefa 5 - Segurança na Internet


Segurança na Internet! Do que falamos? Penso que não há um conjunto de palavras tão ambíguo, tão distinto, oposto como este. Vou então defini-las ligeiramente para melhor compreendermos as suas diferenças.
Segurança é a perceção de que estamos salvaguardados, que nada nem ninguém nos pode colocar em risco ou aos nossos bens ou aos nossos entes. É algo que é considerado um bem comum e está implícito em alguns atos como trancar a porta de casa ou usar o travão de mão para imobilizar o automóvel. Pode ser feito de forma consciente ou inconsciente. Quando não nos sentimos seguros ou protegidos, facilmente nos preocupamos e nos sentimos expostos. É isto a segurança.
E a Internet? Um mundo vasto, extremamente rico em informação, comércio e demais e em constante atualização, mas perigoso e nada seguro. Em qualquer site que acedemos, estão presentes e duma forma apelativa várias armadilhas que podem mudar a nossa vida para sempre e em questão de segundos... Ora temos jogos e inquéritos que solicitam a colocação do número de telemóvel, ora anúncios de pornografia, ora aplicações com vírus embebidos disfarçadamente e muito mas muito mais... Cada clique é quase como um tiro ao alvo numa carreira de tiro. E tudo se torna numa bola de neve quando agimos de forma imprudente: saldo do telemóvel que desaparece com aplicações que não usamos nem conhecemos; empresas de telemarketing que ligam a toda a hora, todos os dias para vender 1001 artigos; perda de dados; phishing de dados pessoais como passwords de acesso a instituições e entidades bancárias, etc. É isto a Internet, mais haveria a dizer...
A sociedade evoluiu em todos os sentidos com o passar dos anos. E ainda bem, permitiu um crescimento económico, social e humano. Um dos mais importantes progressos foi o das tecnologias de informação, nomeadamente através da Internet. A sua criação permitiu a criação de uma rede mundial de interligação de dados, bens e pessoas. Se recuarmos no tempo, as formas de comunicação entre pessoas em diferentes países eram as cartas (demasiado tempo) e as chamadas (demasiado dispendiosas). Esta escassez de recursos originava grandes fossos de ligação interpessoal e um afastamento massivo. Atualmente, uma sms é recebida de imediato e tem um custo muito baixo, além de outros recursos totalmente gratuitos como o Skype e as redes sociais como o Facebook, o twitter.
O meio social sofreu uma tal alteração que os indivíduos possivelmente não conseguiriam viver como viveram há uns anos atrás. Aqueles então que já nasceram nesta era provavelmente entrariam em depressão ou enlouqueceriam, tal não é a dependência das TIC. A grande problemática é a exposição aos riscos da utilização deste “mundo” que é tão grande e tão acessível. A maioria dos utilizadores sabe navegar nas redes sociais, jogar e pouco mais. Aspetos essenciais como a instalação de um anti-vírus, o manuseamento do controlo parental, a limpeza sistemática de dados privados em histórico, o término de sessões de emails ou outras contas quando o acesso é feito num ponto público são ainda “tabu” ou simplesmente desconhecidos ou desvalorizados.
As crianças devido à sua imaturidade são as mais expostas. Partilham fotos e rotinas que sem saberem colocam em causa a sua segurança e a dos demais à sua volta. Os pais, muitos deles inexperientes neste novo ambiente, não sabem controlar os atos dos menores e às vezes nem os seus. Contudo, há quem se aproveite deste desconhecimento, ingenuidade ou até desleixo para se beneficiar. Seja através de burlas, fraudes, negócios fictícios, pedofilia... Tudo vale! Tal ocorre porque se verificou uma crescente necessidade em utilizar este mundo cibernaútico, mas preteriu-se a aprendizagem da sua utilização segura.
Sejam crianças, adultos ou idosos todos usam e querem mostrar que sabem usar mas poucos sabem realmente o que está atrás desta colossal máquina. Cada vez mais se ouvem relatos de ataques cibernaúticos a altas instituições; clonagens e usurpação de identidades; raptos e desaparecimento de crianças, etc. O Homem mudou, trocou amigos de carne e osso por amigos que podem até não existir na realidade. O importante é ter o maior número de likes nos posts e de amigos, mesmo que não conheça nem metade ou que os ignore na rua. Quem não tem conta numa rede social, é quase um extraterreste, um eremita.
Não estão em causa os benefícios que todo este mundo criou, mas os seus perigos são imensos e incalculáveis devido à sua escala mundial. O mais grave é a sua camuflagem, o passarem despercebidos. Há que educar os utilizadores, tal como foram educados a trancar as portas, a desconfiar de desconhecidos, a proteger os seus bens. Mesmo quem tem conhecimentos e sabe utilizar a Internet de forma segura está exposto quanto mais... Estamos numa era de facilitismo, de ganho imediato, de proliferação de dados em questão de segundos. O desaire é quando a nossa segurança é violada e a partir daí de nada serve mudar pois como o ditado diz “Casa roubada, Trancas à porta!” e aí já é tarde...

REFERÊNCIAS
Belanciano, V. (2014). Não são apenas as celebridades que estão a nu na Internet. Público, 25.
Cardoso, R. (2014). Se o Google diz é porque é verdade. Mas será mesmo? Courrier, 3.
Guerreiro, A. (2014). A máquina Google. Ipsilon, 25.

Tarefa 4 - Atividade com a Televisão


Uma das propostas da Unidade Curricular de Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, foi a escolha de um programa televisivo. Ao selecionar o programa, deveria ter em conta a sua adequação a um destes níveis de ensino: Jardim de Infância, Pré-escolar ou 1º Ciclo.
De forma a elaborar a atividade solicitada, foi pedida a inclusão de alguns parâmetros: uma descrição do programa escolhido e a criação e explanação de duas atividades, uma oral e outra escrita, que permitissem trabalhar na escola com o público-alvo a Língua Portuguesa.
São vários os programas televisivos que atualmente estão ao dispôr do público infantil. Sendo mãe de 3 filhos: um bebé de 3 meses, um menino de 6 anos e uma menina de 10 anos; seria previsível que a minha escolha fosse fácil. Mas tal não aconteceu, em primeiro lugar porque não considero todos os conteúdos apropriados e em segundo lugar porque alguns programas são na minha opinião “ocos” e em nada auxiliam a aprendizagem de forma positiva.
Após algumas questões e abordagens aos dois pequenos, mais velhos por assim dizer, escolhi o programa que ambos gostam, que viram imensas vezes e que recordam muito bem. É de salientar que foi um programa que eu e o pai vimos enquanto crianças e que além de se vir a revelar intemporal teve a mais longa emissão. Refiro-me à “RUA SÉSAMO”. Feita a escolha, passo então a descrever o programa selecionado e as atividades que podem ser utilizadas em ambiente escolar.

A “RUA SÉSAMO” foi um programa de entretenimento infantil cuja versão original, “Sesame Street”, foi produzida nos Estados Unidos e que estreou em 1969. O total de episódios produzidos é de aproximadamente 4378 num total de 45 temporadas. O seu enorme sucesso acabaria por ditar a execução de várias adaptações de forma a ser emitido em vários países. Não foi exceção o nosso país, e no ano de 1989 ocorria a sua estreia em formato português com transmissão na RTP, à altura conhecido como Canal 1, até ao ano de 1997. A sua emissão tinha a duração entre 25 a 28 minutos e era dupla: um episódio de manhã e outro ao final da tarde antes do Telejornal. A série foi gravada tanto em território nacional como em países de Língua Oficial Portuguesa e contava com diversas equipas de realização, produção e pedagógicas. O elenco era vasto e rico, deixando um rasto na memória das crianças. Enumero inclusivé alguns dos personagens mais marcantes: o Poupas, o Ferrão, o Becas e o Egas, o monstro das bolachas e o Conde de Kontarr.
Este programa televisivo infantil tem como público-alvo crianças cujas idades estejam compreendidas entre os 3 e os 6 anos. Contudo, devido à sua estrutura cativante e diversificada, crianças mais velhas, até por volta da idade de 10 anos, também gostam de assistir aos episódios.
Os seus objetivos eram: ensinar os números, as formas e opostos; ensinar o abecedário; mostrar momentos do dia a dia; explicar como, quando, porquê e onde ocorrem certos acontecimentos. Cada episódio é constituído por diversos segmentos que podem ou não repetir-se: interação exclusiva entre personagens humanos; interação entre bonecos articulados e personagens reais; sequências animadas; sketches dobrados da versão original e filmes acerca de vários temas.
De uma panóplia de episódios, escolhi o número 10: “O Conde de Kontarr”. Neste episódio, os segmentos exibidos são: o Ferrão e a Letra A; Magia com a Letra A; Música “Dá-me a tua mão”; Jogo de associação; Filmagem num país dos PALOP; Sequência animada “Opostos”; Becas e Egas e o “Jogo das Setas”; Sequência animada “Os sons”; o Conde de Kontarr e “Os números”; Sequência animada “As formas”; Becas, Egas e o irmão Bicas e “As parecenças”; Sequência animada “Palavras com a Letra A”; Música “Quem sou eu?”; Ferrão e Poupas e as “Rimas”.

 

Atividades propostas

Programa: Rua Sésamo – O Conde de Kontarr
Público-alvo: 1ºCiclo – 2ºano de escolaridade
Material necessário: Lápis ou caneta, uma folha
Lista de Palavras com a letra A que surgem no programa: “água”; “ação”; “África”; “águia”; “árvore”; “álcool”; “Aveiro”; “Almada”; “Águeda”; “avestruz”; “astronauta”; “avião”; “aeroporto”; “automóvel”.

1 - Atividade Escrita
Visionamento do Programa: 30 minutos
Tempo de duração: 30 minutos
Realização da Atividade:
  • Assistir ao episódio.
  • Retirar duma caixa um envelope que contém no seu interior 6 quadrados de papel com palavras começadas pelo A e que surgiram no vídeo.
  • Cada criança elabora individualmente uma pequena história onde utiliza as palavras que lhe calharam.

2 - Atividade Oral
Tempo de duração: 60 minutos
Realização da Atividade:
  • Ao terminar a elaboração da história, cada criança coloca os quadrados de papel e a folha dentro do envelope, e este dentro de uma cartola.
  • Logo que todos terminem, o professor chama uma criança de cada vez e pede para retirar uma folha da cartola e ler em voz alta para a turma a história.
  • Ao terminar a leitura deve perguntar ao grupo quais as palavras do vídeo utilizadas na história lida.

Na atividade escrita, o enfoque principal é a elaboração por parte dos alunos de uma pequena história que contenha as 6 palavras que retirou da caixa. Cabe ao professor, aquando da escolha das palavras por envelope, a criação de conjuntos que não se repitam para desta forma todas as histórias terem uma listagem a utilizar diferente das outras. Já na atividade oral, o objetivo principal é a criação de um momento em que todos leiam o que outros escreveram. Ambas as atividades permitem que as crianças consigam:
  • inventar uma história;
  • dar largas à imaginação;
  • desenvolver a sua escrita e a sua oralidade;
  • partilhar as suas ideias e a sua criatividade;
  • trabalhar a sua memória auditiva.

Concluindo, até hoje me recordo da sua canção de abertura, bem como do seu cenário, onde várias crianças corriam felizes a brincar com o Poupas, que apesar do seu tamanho não passava de uma ave infantil em fase de aprendizagem. Dessa forma, deixo aqui a letra da música de abertura deste programa bem como o episódio que referi acima.


O Sol nasceu,
como está
lindo o céu
Cá vou eu, vem tu daí também
Aprender como se vai até à Rua Sésamo...

Vem brincar,
traz um amigo teu
E ao chegar, tu vais poder também
Ensinar como se vai até à Rua Sésamo...
Até à Rua Sésamo...






Referências

Tarefa 3 - JClic


Os professores propuseram a realização de jogos interativos utilizando o programa JCLIC. Este software permite a criação de diversos jogos, utilizando recursos como imagens, textos, sons, vídeos, etc. Foi solicitada a construção de 6 jogos e que fossem distintos entre si, tendo como comum apenas o tema. Nesse sentido, a temática por mim escolhida foi: Os Verbos. Os jogos que elaborei têm como público-alvo o 2º / 3º ano do ensino básico e está de acordo com as metas curriculares do Programa de Língua Portuguesa. Podem ser utilizados quer em ambiente de sala de aula como em casa.

Link de acesso ao projeto do JCLIC:

https://drive.google.com/open?id=0B410FqAslJp1aGNzWG9OMEJFYmM

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Tarefa 2 - Reflexão Individual sobre "TIC na Escola: Implicações Pedagógicas"





Foi proposto pelos docentes da UC de Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, a elaboração de uma reflexão individual acerca das TIC: os seus benefícios e as suas implicações principais a nível educacional. Terá por base as referências indicadas pelos docentes bem como a minha experiência enquanto utilizadora.
Uma vez que é um tema vasto, ao realizar o trabalho optei por apenas fazer referência ao que considero importante e que terá peso no meu futuro profissional enquanto docente.
Passado, presente e futuro. O que mudou então nos indivíduos, na sociedade e principalmente na educação desde que as tecnologias surgiram? E mudará ainda mais?
A civilização e por sua vez a sociedade, sofreram ao longo do anos várias alterações. Os progressos de nível tecnológico e comunicacional deram-nos acesso a ferramentas/instrumentos que nos ajudam no dia a dia de uma forma inconsciente que se deve à nossa familiarização com a sua utilização. E assim são-nos apresentadas as TIC, que consistem num conjunto de tecnologias que reúnem, tratam, transmitem e/ou comunicam variadas informações.
No passado, bastava saber ler e escrever, interpretar textos, relaizar contas simples e pouco mais enquanto competências escolares e até pessoais. Quem pudesse frequentar a escola era considerado privilegiado e erudito. Garantia-se assim a manutenção do estatuto de classes, a harmonia e bem-estar da sociedade, pois apenas as classes médias e altas tinham acesso a livros e a informações acerca do mundo e afins.
Mas a educação sofreu um processo de massificação, o que despoletou mudanças drásticas que transformaram a sociedade de forma irreversível. Inicialmente permitiu até inclusão, igualdade e equidade no acesso à escola e informação; mas atualmente é motivo de exclusão e desigualdade: quem não tem acesso aos media está em desvantagem. Já não basta saber o básico da alfabetização ou saber fazer contas; o grau de exigência quer de conhecimentos como de escolarização aumentou e muito. E a tendência deste comportamento é crescente.
Desde o século XIX que os sistemas de Informação e comunicação são indissociáveis do crescimento e desenvolvimento quer de indivíduos como de empresas. Esta relação está para durar e sofre alterações permanentes. Desde o surgimento do telefone, do fax, da televisão, da rádio, do telemóvel, do computador e da internet que temos acesso de uma forma imparável a sistemas tecnológicos cada vez mais aperfeiçoados, criativos e requintados. Hoje em dia, para quê ler um livro em formato impresso quando está disponível em formato digital? Para quê ir a uma biblioteca quando se pode efetuar uma pesquisa online no Google? Para quê escrever uma carta para um familiar que está longe quando podemos fazer uma videochamada ou falar pelo Skype? Hoje, o que é considerado topo de gama ou inovador amanhã é obsoleto e é ultrapassado por algo melhor.
A TIC que causou mais impacto devido à sua constante atualização e rapidez de acesso à informação foi sem dúvida a Internet. Desde blogues, vídeos online, sites bancários, de comércio, de escolas; redes sociais e outros, temos todo um universo disponível e para isso basta-nos clicar. Não precisamos de sair à rua para comprar uma pizza, ou pagar um imposto, ou até para fazer compras para a casa.
No que diz respeito à escola, é inegável a sua importância. Atualmente, um aluno enfrenta menos dificuldades ao realizar um trabalho: não tem limitação de horário e é mais rápido formatá-lo e elaborá-lo em ferramentas como o Word ou Powerpoint. Quando frequentei o ensino básico, recordo-me da biblioteca municipal ficar longe de casa e com horários restritivos, além de que o trabalho era feito na máquina de escrever, o que demorava muito tempo. Outro benefício é o fato de transformar aulas passivas em aulas ativas, ou seja mais interessantes e repletas de interatividade e cooperação entre professor e alunos. Possibilita também que os alunos trabalhem a sua autonomia, aprendendo quase que sozinhos, surgindo mesmo a vertente do ensino à distância o que acarretou mutações a nível individual e coletivo do ser humano. Não poderia deixar de referir o fato de permitir que crianças com necessidades especiais se possam exprimir e ter acesso ao sistema educativo, acabando por as motivar e as incluir socialmente.
Mas também existem consequências: maior interesse em jogos online do que em jogos físicos; maior recurso a instrumentos de cálculo que ao pensamento algébrico e matemático; nem tudo o que está disponível online é fidedigno, etc.
É evidente que esta é uma reflexão resumida, muito mais haveria para comentar. Contudo, o necessário foi indicado e fará de certeza cada um pensar no peso das TIC na sua vida e no seu dia a dia. Poderíamos voltar atrás no tempo e viver sem todos estes recursos tecnológicos? Claro que sim, mas uma grande maioria não saberia sequer como passar o tempo. O que se pretende é que esses recursos amanhã sejam mais e melhores.

Referências

Botelho, F. (14 de Julho de 2005). Globalização e cidadania: reflexões soltas.
Botelho, F. (09 de Agosto de 2005). Textos e Literacias.
Botelho, F. (2009). Aprendizagem do português e multiliteracias - Medi@ções, 61-75.
Fidalgo, P. (18 de Março de 2009). O ensino e as Tecnologias da Informação e Comunicação.
Figueiredo, A. D. (18 e 19 de Outubro de 2000). Novos Media e Nova Aprendizagem. Novo Conhecimento/Nova Aprendizagem. Coimbra.

sábado, 17 de outubro de 2015

Tarefa 1 - Blogue: as suas caraterísticas e utilizações educativas



Segundo Solange Lopes Vieira e Regina Célia Halu, num estudo apresentado sobre a utilização de blogues no ensino, definiu-se que um blogue é um método novo e eficiente de promover o estudo e as tecnologias uma vez que articula três vertentes: a escola, a educação e a tecnologia.
"Actualmente, vê-se as novas tecnologias a serem utilizadas em larga escala no mercado do trabalho, excluindo aqueles que não as dominarem. Assim, a educação formal se defrontou com um novo desafio: incorporar as novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) para incluir seus alunos no mundo contemporâneo."
As novas tecnologias são uma união de várias formas educacionais, que alia a tecnologia ao ensino de forma a complementá-lo e a torná-lo mais eficiente. Muitas vezes a estratégia é a dinamização e o debate de um ou vários temas da sociedade atual a um nível global, ou seja de forma a expandir-se eficazmente. A nível local o seu veículo de expansão é a sala de aula e a nível global é a Internet ou um blogue por exemplo.
"Os primeiros grupos de professores a adoptarem esta ferramenta da web na escola surgiram no portal britânico Schoolblogs, em 2001, e nos EUA, com o grupo Education Bloggers Network (LARA, 2005). Actualmente existem vários blogs educativos, invadindo o quotidiano dos alunos, constituindo-se em uma ferramenta a promover o processo ensino e aprendizagem das crianças e dos jovens, facilitando, entre outras situações, o ensino à distância."
Concluindo, qualquer método quer seja tecnológico ou não, desde que motive o aluno a aprender, debater, discutir é sempre considerado como válido para a sua educação e moldagem à sociedade atual. Assim sendo as instituições públicas escolares devem sempre dispor de métodos que ajudem e motivem os alunos a aprender. Assim sendo, a ideia dos blogues no ensino e na aprendizagem é sempre positiva e deve ser articulada de forma a complementar a formação educativa e pessoal do aluno.
Em suma a articulação educação/tecnologia é sempre uma mais valia positiva.

Jogo Interativo


Jogo escolhido: Jogo das equações disponível no site www.wiseupacademy.com
Público Alvo: 1º ciclo

O Jogo das equações é um jogo online, destinado ao 1º ciclo do ensino básico de forma a consolidar a matéria das equações. O objetivo principal deste jogo é consolidar e adquirir conhecimentos na área especifica da matemática, mais propriamente no capítulo das equações.

Objetivos: Os objetivos básicos deste jogo destacam-se através de:
  • Capacidade de raciocínio lógico
  • Rapidez de raciocínio
  • Capacidade de memória
  • Proporcionar momentos didáticos e interativos de forma a consolidar e aprender equações.
Para que a criança aprenda com facilidade neste jogo, as equações aparecem de forma lógica e direta, já com as regras aplicadas (operações prioritárias) de forma a ser mais fácil a sua perceção e resolução.