Deixo em anexo um livro de resumos que encontrei disponível online
no Link http://wordpress.educom.pt/TIC-Portugal-15/. Penso que se
adequa ao blog pois é uma compilação baseada no Encontro de
Professores acerca da utilização educativa das TIC que decorreu a 3
de julho de 2015.
TrocaTeclas
Blogue construido no âmbito da UC LPTIC
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Tarefa 7 - Reflexão Final
Numa atualidade cada vez mais informatizada, é essencial mantermos
os nossos conhecimentos tecnológicos atualizados. Ou corremos
seriamente o risco de ficarmos desatualizados ou utilizar ferramentas
obsoletas como por exemplo o MS-DOS ou Pascal. Um software
recente de um dia para o outro é ultrapassado ou substituído por
outro com uma rapidez e facilidade galopante. No nosso futuro
enquanto educadoras ou professoras será primordial sabermos lidar
com variadas tecnologias, de forma a não cairmos na rotina e
elaborarmos atividades de aprendizagem que sejam lúdicas e
cativantes.
Cada vez mais as crianças parecem nascer predispostas a um contato
simples, fácil e espontâneo com este mundo complexo e
diversificado. A utilização de materiais que eram excelentes e
eficazes há alguns anos, revelam-se insatisfatórios hoje em dia
para estas “novas crianças”. Recordo-me de ter de apanhar o
autocarro para ir à biblioteca fazer pesquisas a fim de realizar
trabalhos escolares. Hoje pode-se à mesma fazer esse tipo de
pesquisa mas é preterido, ocupando o seu lugar a pesquisa online que
está à distância apenas de um clique. Basta para isso ter destreza
no ambiente informático, acesso à internet e um computador ou
tablet ou smartphone.
Como é óbvio temos então de aprender a movimentar-nos neste mundo
informático, senão como vamos acompanhar ou ensinar as nossas
crianças, sejam elas alunas, conhecidas ou familiares? É neste
sentido que unidades curriculares como esta contribuem de forma
positiva e enriquecedora para a construção do nosso percurso
pessoal e profissional. É de extrema importância o contato com a
parte prática e não apenas teórica, e nisso esta UC é exímia. A
sua frequência vem colmatar e consolidar aspetos abordados noutras
unidades como é o caso de Expressões e Tecnologias e Produção de
Conteúdos para a Web. Contudo, é de salientar que a sua perspetiva
e abordagem são diferentes. Ao invés de se focar apenas nas TIC,
centra-se também na sua utilização no âmbito da Língua
Portuguesa de forma interativa e pedagógica. Não quer isto dizer
que não possamos utilizar as TIC para outros âmbitos como Ciências,
Matemática, Inglês, etc. Mas não é esse o objetivo pelo menos de
momento desta unidade curricular.
Os docentes ao longo do semestre foram sempre solicitando atividades
e reflexões que incidiram sobre temáticas diversas e muito
importantes e que podem ser trabalhadas num ambiente real. Toda a
informação necessária à elaboração das tarefas foi sempre
disponibilizada atempadamente no espaço afeto à UC no moodle. Não
me posso referir à forma como as aulas presenciais decorreram pois
devido à licença de maternidade não me foi possível a sua
frequência. Tive inclusivé algumas complicações de saúde e os
docentes foram sempre recetivos e compreensivos aos meus atrasos.
As minhas expetativas acerca da unidade curricular eram de nível
médio. Desde cedo que estou em contato com o mundo informático.
Trabalho inclusivé desde os 18 anos numa empresa que sempre se
pautou por utilizar os softwares mais recentes, como SAP,
Siebel, Visio entre outros. Contudo, foi uma surpresa positiva a
utilização de um software que desconhecia totalmente: o
JClic. É de fácil manuseio e à medida que o utilizamos torna-se
quase automática a sua perceção. É uma ferramenta muito útil
pois permite a criação de conteúdos didáticos e temáticos que
além de fomentarem a aprendizagem fomentam momentos lúdicos. É
essencial às vezes quase reinventar a forma de se ensinar e de se
tratar certas matérias dos programas curriculares que as crianças
possam considerar mais enfadonhas e das quais rapidamente se
desligam. Sempre que se propoẽ um jogo, independentemente da sua
idade, as crianças estão sempre mais recetivas e atentas que a
atividades ditas rotineiras. Há que gostar de ensinar e nada é tão
recompensador numa sala de aula como ver alunos empenhados e
interessados em aprender.
Na minha opinião, a unidade curricular deveria ter uma carga horária
semanal maior, de forma a que mais softwares pudessem ser
descobertos e utilizados. Outro aspeto de melhoria seria a
possibilidade de assistir a um ou dois seminários acerca de TIC. De
resto considero a unidade curricular muito bem organizada e
estruturada e o fato de ter dois docentes permite um bom
acompanhamento nas duas vertentes: a da Língua Portuguesa e a das
TIC.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Tarefa 6 - Contar uma história digital
Tendo
como base a utilização do Photostory, foi proposta a realização
de uma tarefa. Essa atividade consiste em contar ou narrar uma
história, cuja duração máxima é de 3 minutos e com recurso
máximo a 8 fotografias.
Nesse
sentido, o tema que escolhi foi "A vida de Almada Negreiros".
É importante dar a conhecer alguns parâmetros biográficos deste
artista, pois ao longo do ensino da disciplina de História, as
crianças vão tendo contato com os variados movimentos das Artes.
Utilizando esta ferramenta, torna-se mais rápida e lúdica a
assimilação destes conhecimentos.
De
forma à informação estar corretamente organizada, foi também
elaborado um guião, como pedido pelos docentes. A voz do aúdio pertence a mim, criadora do blog.
Tarefa 5 - Segurança na Internet
Segurança na Internet! Do que falamos? Penso que não há um
conjunto de palavras tão ambíguo, tão distinto, oposto como este.
Vou então defini-las ligeiramente para melhor compreendermos as
suas diferenças.
Segurança é a perceção de que estamos salvaguardados, que nada
nem ninguém nos pode colocar em risco ou aos nossos bens ou aos
nossos entes. É algo que é considerado um bem comum e está
implícito em alguns atos como trancar a porta de casa ou usar o
travão de mão para imobilizar o automóvel. Pode ser feito de forma
consciente ou inconsciente. Quando não nos sentimos seguros ou
protegidos, facilmente nos preocupamos e nos sentimos expostos. É
isto a segurança.
E a Internet? Um mundo vasto, extremamente rico em informação,
comércio e demais e em constante atualização, mas perigoso e nada
seguro. Em qualquer site que acedemos, estão presentes e duma forma
apelativa várias armadilhas que podem mudar a nossa vida para sempre
e em questão de segundos... Ora temos jogos e inquéritos que
solicitam a colocação do número de telemóvel, ora anúncios de
pornografia, ora aplicações com vírus embebidos disfarçadamente e
muito mas muito mais... Cada clique é quase como um tiro ao alvo
numa carreira de tiro. E tudo se torna numa bola de neve quando
agimos de forma imprudente: saldo do telemóvel que desaparece com
aplicações que não usamos nem conhecemos; empresas de
telemarketing que ligam a toda a hora, todos os dias para
vender 1001 artigos; perda de dados; phishing de dados
pessoais como passwords de acesso a instituições e entidades
bancárias, etc. É isto a Internet, mais haveria a dizer...
A sociedade evoluiu em todos os sentidos com o passar dos anos. E
ainda bem, permitiu um crescimento económico, social e humano. Um
dos mais importantes progressos foi o das tecnologias de informação,
nomeadamente através da Internet. A sua criação permitiu a criação
de uma rede mundial de interligação de dados, bens e pessoas. Se
recuarmos no tempo, as formas de comunicação entre pessoas em
diferentes países eram as cartas (demasiado tempo) e as chamadas
(demasiado dispendiosas). Esta escassez de recursos originava grandes
fossos de ligação interpessoal e um afastamento massivo.
Atualmente, uma sms é recebida de imediato e tem um custo
muito baixo, além de outros recursos totalmente gratuitos como o
Skype e as redes sociais como o Facebook, o twitter.
O meio social sofreu uma tal alteração que os indivíduos
possivelmente não conseguiriam viver como viveram há uns anos
atrás. Aqueles então que já nasceram nesta era provavelmente
entrariam em depressão ou enlouqueceriam, tal não é a dependência
das TIC. A grande problemática é a exposição aos riscos da
utilização deste “mundo” que é tão grande e tão acessível.
A maioria dos utilizadores sabe navegar nas redes sociais, jogar e
pouco mais. Aspetos essenciais como a instalação de um anti-vírus,
o manuseamento do controlo parental, a limpeza sistemática de dados
privados em histórico, o término de sessões de emails ou outras
contas quando o acesso é feito num ponto público são ainda “tabu”
ou simplesmente desconhecidos ou desvalorizados.
As crianças devido à sua imaturidade são as mais expostas.
Partilham fotos e rotinas que sem saberem colocam em causa a sua
segurança e a dos demais à sua volta. Os pais, muitos deles
inexperientes neste novo ambiente, não sabem controlar os atos dos
menores e às vezes nem os seus. Contudo, há quem se aproveite deste
desconhecimento, ingenuidade ou até desleixo para se beneficiar.
Seja através de burlas, fraudes, negócios fictícios, pedofilia...
Tudo vale! Tal ocorre porque se verificou uma crescente necessidade
em utilizar este mundo cibernaútico, mas preteriu-se a aprendizagem
da sua utilização segura.
Sejam crianças, adultos ou idosos todos usam e querem mostrar que
sabem usar mas poucos sabem realmente o que está atrás desta
colossal máquina. Cada vez mais se ouvem relatos de ataques
cibernaúticos a altas instituições; clonagens e usurpação de
identidades; raptos e desaparecimento de crianças, etc. O Homem
mudou, trocou amigos de carne e osso por amigos que podem até não
existir na realidade. O importante é ter o maior número de likes
nos posts e de amigos, mesmo que não conheça nem metade ou que os
ignore na rua. Quem não tem conta numa rede social, é quase um
extraterreste, um eremita.
Não estão em causa os benefícios que todo este mundo criou, mas os
seus perigos são imensos e incalculáveis devido à sua escala
mundial. O mais grave é a sua camuflagem, o passarem despercebidos.
Há que educar os utilizadores, tal como foram educados a trancar as
portas, a desconfiar de desconhecidos, a proteger os seus bens. Mesmo
quem tem conhecimentos e sabe utilizar a Internet de forma segura
está exposto quanto mais... Estamos numa era de facilitismo, de
ganho imediato, de proliferação de dados em questão de segundos. O
desaire é quando a nossa segurança é violada e a partir daí de
nada serve mudar pois como o ditado diz “Casa roubada, Trancas à
porta!” e aí já é tarde...
REFERÊNCIAS
Belanciano, V. (2014). Não são apenas as celebridades que estão a nu na Internet. Público, 25.
Belanciano, V. (2014). Não são apenas as celebridades que estão a nu na Internet. Público, 25.
Cardoso,
R. (2014). Se o Google diz é porque é verdade. Mas será
mesmo? Courrier, 3.
Guerreiro,
A. (2014). A máquina Google. Ipsilon, 25.
Tarefa 4 - Atividade com a Televisão
Uma das propostas da Unidade Curricular de Língua Portuguesa e
Tecnologias de Informação e Comunicação, foi a escolha de um
programa televisivo. Ao selecionar o programa, deveria ter em conta a
sua adequação a um destes níveis de ensino: Jardim de Infância,
Pré-escolar ou 1º Ciclo.
De forma a elaborar a atividade solicitada, foi pedida a inclusão de
alguns parâmetros: uma descrição do programa escolhido e a criação
e explanação de duas atividades, uma oral e outra escrita, que
permitissem trabalhar na escola com o público-alvo a Língua
Portuguesa.
São vários os programas televisivos que atualmente estão ao dispôr
do público infantil. Sendo mãe de 3 filhos: um bebé de 3 meses, um
menino de 6 anos e uma menina de 10 anos; seria previsível que a
minha escolha fosse fácil. Mas tal não aconteceu, em primeiro lugar
porque não considero todos os conteúdos apropriados e em segundo
lugar porque alguns programas são na minha opinião “ocos” e em
nada auxiliam a aprendizagem de forma positiva.
Após algumas questões e abordagens aos dois pequenos, mais velhos
por assim dizer, escolhi o programa que ambos gostam, que viram
imensas vezes e que recordam muito bem. É de salientar que foi um
programa que eu e o pai vimos enquanto crianças e que além de se
vir a revelar intemporal teve a mais longa emissão. Refiro-me à
“RUA SÉSAMO”. Feita a escolha, passo então a descrever o
programa selecionado e as atividades que podem ser utilizadas em
ambiente escolar.
A “RUA SÉSAMO” foi um programa de entretenimento infantil cuja
versão original, “Sesame Street”, foi produzida nos
Estados Unidos e que estreou em 1969. O total de episódios
produzidos é de aproximadamente 4378 num total de 45 temporadas. O
seu enorme sucesso acabaria por ditar a execução de várias
adaptações de forma a ser emitido em vários países. Não foi
exceção o nosso país, e no ano de 1989 ocorria a sua estreia em
formato português com transmissão na RTP, à altura conhecido como
Canal 1, até ao ano de 1997. A sua emissão tinha a duração entre
25 a 28 minutos e era dupla: um episódio de manhã e outro ao final
da tarde antes do Telejornal. A série foi gravada tanto em
território nacional como em países de Língua Oficial Portuguesa e
contava com diversas equipas de realização, produção e
pedagógicas. O elenco era vasto e rico, deixando um rasto na memória
das crianças. Enumero inclusivé alguns dos personagens mais
marcantes: o Poupas, o Ferrão, o Becas e o Egas, o monstro das
bolachas e o Conde de Kontarr.
Este programa televisivo infantil tem como público-alvo crianças
cujas idades estejam compreendidas entre os 3 e os 6 anos. Contudo,
devido à sua estrutura cativante e diversificada, crianças mais
velhas, até por volta da idade de 10 anos, também gostam de
assistir aos episódios.
Os seus objetivos eram: ensinar os números, as formas e opostos;
ensinar o abecedário; mostrar momentos do dia a dia; explicar como,
quando, porquê e onde ocorrem certos acontecimentos. Cada episódio
é constituído por diversos segmentos que podem ou não repetir-se:
interação exclusiva entre personagens humanos; interação entre
bonecos articulados e personagens reais; sequências animadas;
sketches dobrados da versão original e filmes acerca de
vários temas.
De uma panóplia de episódios, escolhi o número 10: “O Conde de
Kontarr”. Neste episódio, os segmentos exibidos são: o Ferrão e
a Letra A; Magia com a Letra A; Música “Dá-me a tua mão”; Jogo
de associação; Filmagem num país dos PALOP; Sequência animada
“Opostos”; Becas e Egas e o “Jogo das Setas”; Sequência
animada “Os sons”; o Conde de Kontarr e “Os números”;
Sequência animada “As formas”; Becas, Egas e o irmão Bicas e
“As parecenças”; Sequência animada “Palavras com a Letra A”;
Música “Quem sou eu?”; Ferrão e Poupas e as “Rimas”.
Atividades propostas
Programa:
Rua Sésamo
– O
Conde de Kontarr
Público-alvo:
1ºCiclo
– 2ºano
de escolaridade
Material
necessário: Lápis ou caneta, uma folha
Lista
de Palavras
com a letra A que surgem no programa: “água”;
“ação”; “África”; “águia”; “árvore”; “álcool”;
“Aveiro”; “Almada”; “Águeda”; “avestruz”;
“astronauta”; “avião”; “aeroporto”; “automóvel”.
1
- Atividade Escrita
Visionamento do Programa:
30
minutos
Tempo de duração: 30
minutos
Realização da Atividade:
- Assistir ao episódio.
- Retirar duma caixa um envelope que contém no seu interior 6 quadrados de papel com palavras começadas pelo A e que surgiram no vídeo.
- Cada criança elabora individualmente uma pequena história onde utiliza as palavras que lhe calharam.
2 - Atividade Oral
Tempo de duração: 60
minutos
Realização da Atividade:
Realização da Atividade:
- Ao terminar a elaboração da história, cada criança coloca os quadrados de papel e a folha dentro do envelope, e este dentro de uma cartola.
- Logo que todos terminem, o professor chama uma criança de cada vez e pede para retirar uma folha da cartola e ler em voz alta para a turma a história.
- Ao terminar a leitura deve perguntar ao grupo quais as palavras do vídeo utilizadas na história lida.
Na atividade escrita, o
enfoque principal é a elaboração por parte dos alunos de uma
pequena história que contenha as 6 palavras que retirou da caixa.
Cabe ao professor, aquando da escolha das palavras por envelope, a
criação de conjuntos que não se repitam para desta forma todas as
histórias terem uma listagem a utilizar diferente das outras. Já na
atividade oral, o objetivo principal é a criação de um momento em
que todos leiam o que outros escreveram. Ambas as atividades permitem
que as crianças consigam:
- inventar uma história;
- dar largas à imaginação;
- desenvolver a sua escrita e a sua oralidade;
- partilhar as suas ideias e a sua criatividade;
- trabalhar a sua memória auditiva.
Concluindo, até hoje me recordo da sua canção de abertura, bem
como do seu cenário, onde várias crianças corriam felizes a
brincar com o Poupas, que apesar do seu tamanho não passava de uma
ave infantil em fase de aprendizagem. Dessa forma, deixo aqui a letra
da música de abertura deste programa bem como o episódio que referi
acima.
O
Sol nasceu,
como
está
lindo
o céu
Cá vou eu, vem tu daí também
Aprender como se vai até à Rua Sésamo...
Vem brincar,
Cá vou eu, vem tu daí também
Aprender como se vai até à Rua Sésamo...
Vem brincar,
traz
um amigo teu
E ao chegar, tu vais poder também
Ensinar como se vai até à Rua Sésamo...
Até à Rua Sésamo...
E ao chegar, tu vais poder também
Ensinar como se vai até à Rua Sésamo...
Até à Rua Sésamo...
Referências
Tarefa 3 - JClic
Os
professores propuseram a realização de jogos interativos utilizando
o programa JCLIC. Este software permite a criação de diversos
jogos, utilizando recursos como imagens, textos, sons, vídeos, etc.
Foi solicitada a construção de 6 jogos e que fossem distintos entre
si, tendo como comum apenas o tema. Nesse sentido, a temática por
mim escolhida foi: Os Verbos. Os jogos que elaborei têm como
público-alvo o 2º / 3º ano do ensino básico e está de acordo com
as metas curriculares do Programa de Língua Portuguesa. Podem ser
utilizados quer em ambiente de sala de aula como em casa.
Link de acesso ao projeto do JCLIC:
https://drive.google.com/open?id=0B410FqAslJp1aGNzWG9OMEJFYmM
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Tarefa 2 - Reflexão Individual sobre "TIC na Escola: Implicações Pedagógicas"
Foi proposto pelos docentes da UC
de Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação,
a elaboração de uma reflexão individual acerca das TIC: os seus
benefícios e as suas implicações principais a nível educacional.
Terá por base as referências indicadas pelos docentes bem como a
minha experiência enquanto utilizadora.
Uma vez que é um tema vasto, ao
realizar o trabalho optei por apenas fazer referência ao que
considero importante e que terá peso no meu futuro profissional
enquanto docente.
Passado, presente e futuro. O que
mudou então nos indivíduos, na sociedade e principalmente na
educação desde que as tecnologias surgiram? E mudará ainda mais?
A civilização e por sua vez a
sociedade, sofreram ao longo do anos várias alterações. Os
progressos de nível tecnológico e comunicacional deram-nos acesso a
ferramentas/instrumentos que nos ajudam no dia a dia de uma forma
inconsciente que se deve à nossa familiarização com a sua
utilização. E assim são-nos apresentadas as TIC, que consistem num
conjunto de tecnologias que reúnem, tratam, transmitem e/ou
comunicam variadas informações.
No passado, bastava saber ler e
escrever, interpretar textos, relaizar contas simples e pouco mais
enquanto competências escolares e até pessoais. Quem pudesse
frequentar a escola era considerado privilegiado e erudito.
Garantia-se assim a manutenção do estatuto de classes, a harmonia e
bem-estar da sociedade, pois apenas as classes médias e altas tinham
acesso a livros e a informações acerca do mundo e afins.
Mas a educação sofreu um
processo de massificação, o que despoletou mudanças drásticas que
transformaram a sociedade de forma irreversível. Inicialmente
permitiu até inclusão, igualdade e equidade no acesso à escola e
informação; mas atualmente é motivo de exclusão e desigualdade:
quem não tem acesso aos media está em desvantagem. Já não basta
saber o básico da alfabetização ou saber fazer contas; o grau de
exigência quer de conhecimentos como de escolarização aumentou e
muito. E a tendência deste comportamento é crescente.
Desde o século XIX que os
sistemas de Informação e comunicação são indissociáveis do
crescimento e desenvolvimento quer de indivíduos como de empresas.
Esta relação está para durar e sofre alterações permanentes.
Desde o surgimento do telefone, do fax, da televisão, da rádio, do
telemóvel, do computador e da internet que temos acesso de uma forma
imparável a sistemas tecnológicos cada vez mais aperfeiçoados,
criativos e requintados. Hoje em dia, para quê ler um livro em
formato impresso quando está disponível em formato digital? Para
quê ir a uma biblioteca quando se pode efetuar uma pesquisa online
no Google? Para quê escrever uma carta para um familiar que está
longe quando podemos fazer uma videochamada ou falar pelo Skype?
Hoje, o que é considerado topo de gama ou inovador amanhã é
obsoleto e é ultrapassado por algo melhor.
A TIC que causou mais impacto
devido à sua constante atualização e rapidez de acesso à
informação foi sem dúvida a Internet. Desde blogues, vídeos
online, sites bancários, de comércio, de escolas; redes
sociais e outros, temos todo um universo disponível e para isso
basta-nos clicar. Não precisamos de sair à rua para comprar uma
pizza, ou pagar um imposto, ou até para fazer compras para a casa.
No que diz respeito à escola, é
inegável a sua importância. Atualmente, um aluno enfrenta menos
dificuldades ao realizar um trabalho: não tem limitação de horário
e é mais rápido formatá-lo e elaborá-lo em ferramentas como o
Word ou Powerpoint. Quando frequentei o ensino básico,
recordo-me da biblioteca municipal ficar longe de casa e com horários
restritivos, além de que o trabalho era feito na máquina de
escrever, o que demorava muito tempo. Outro benefício é o fato de
transformar aulas passivas em aulas ativas, ou seja mais
interessantes e repletas de interatividade e cooperação entre
professor e alunos. Possibilita também que os alunos trabalhem a sua
autonomia, aprendendo quase que sozinhos, surgindo mesmo a vertente
do ensino à distância o que acarretou mutações a nível
individual e coletivo do ser humano. Não poderia deixar de referir o
fato de permitir que crianças com necessidades especiais se possam
exprimir e ter acesso ao sistema educativo, acabando por as motivar e
as incluir socialmente.
Mas também existem
consequências: maior interesse em jogos online do que em
jogos físicos; maior recurso a instrumentos de cálculo que ao
pensamento algébrico e matemático; nem tudo o que está disponível
online é fidedigno, etc.
É evidente que esta é uma
reflexão resumida, muito mais haveria para comentar. Contudo, o
necessário foi indicado e fará de certeza cada um pensar no peso
das TIC na sua vida e no seu dia a dia. Poderíamos voltar atrás no
tempo e viver sem todos estes recursos tecnológicos? Claro que sim,
mas uma grande maioria não saberia sequer como passar o tempo. O que
se pretende é que esses recursos amanhã sejam mais e melhores.
Referências
Botelho, F. (14 de Julho de 2005).
Globalização e cidadania: reflexões soltas.
Botelho, F. (09 de Agosto de 2005).
Textos e Literacias.
Botelho, F. (2009). Aprendizagem do
português e multiliteracias - Medi@ções, 61-75.
Fidalgo, P. (18 de Março de 2009). O
ensino e as Tecnologias da Informação e Comunicação.
Figueiredo, A. D. (18 e 19 de Outubro
de 2000). Novos Media e Nova Aprendizagem. Novo Conhecimento/Nova
Aprendizagem. Coimbra.
sábado, 17 de outubro de 2015
Tarefa 1 - Blogue: as suas caraterísticas e utilizações educativas
Segundo Solange Lopes Vieira e Regina Célia Halu, num estudo
apresentado sobre a utilização de blogues no ensino, definiu-se que
um blogue é um método novo e eficiente de promover o estudo e as
tecnologias uma vez que articula três vertentes: a escola, a
educação e a tecnologia.
"Actualmente,
vê-se as novas tecnologias a serem utilizadas em larga escala no
mercado do trabalho, excluindo aqueles que não as dominarem. Assim,
a educação formal se defrontou com um novo desafio: incorporar as
novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) para incluir
seus alunos no mundo contemporâneo."
As
novas tecnologias são uma união de várias formas educacionais, que
alia a tecnologia ao ensino de forma a complementá-lo e a torná-lo
mais eficiente. Muitas vezes a estratégia é a dinamização e o
debate de um ou vários temas da sociedade atual a um nível global,
ou seja de forma a expandir-se eficazmente. A nível local o seu
veículo de expansão é a sala de aula e a nível global é a
Internet ou um blogue por exemplo.
"Os
primeiros grupos de professores a adoptarem esta ferramenta da web na
escola surgiram no portal britânico Schoolblogs, em 2001, e nos EUA,
com o grupo Education Bloggers Network (LARA, 2005). Actualmente
existem vários blogs educativos, invadindo o quotidiano dos
alunos, constituindo-se em uma ferramenta a promover o processo
ensino e aprendizagem das crianças e dos jovens, facilitando, entre
outras situações, o ensino à distância."
Concluindo,
qualquer método quer seja tecnológico ou não, desde que motive o
aluno a aprender, debater, discutir é sempre considerado como válido
para a sua educação e moldagem à sociedade atual. Assim sendo as
instituições públicas escolares devem sempre dispor de métodos
que ajudem e motivem os alunos a aprender. Assim sendo, a ideia dos
blogues no ensino e na aprendizagem é sempre positiva e deve ser
articulada de forma a complementar a formação educativa e pessoal
do aluno.
Em
suma a articulação educação/tecnologia é sempre uma mais valia
positiva.
Jogo Interativo
Jogo escolhido: Jogo das equações disponível no site www.wiseupacademy.com
Público Alvo: 1º ciclo
O Jogo das equações é um jogo online, destinado ao 1º ciclo do ensino básico de forma a consolidar a matéria das equações. O objetivo principal deste jogo é consolidar e adquirir conhecimentos na área especifica da matemática, mais propriamente no capítulo das equações.
Objetivos: Os objetivos básicos deste jogo destacam-se através de:
- Capacidade de raciocínio lógico
- Rapidez de raciocínio
- Capacidade de memória
- Proporcionar momentos didáticos e interativos de forma a consolidar e aprender equações.
Para que a criança aprenda com facilidade neste jogo, as equações aparecem de forma lógica e direta, já com as regras aplicadas (operações prioritárias) de forma a ser mais fácil a sua perceção e resolução.
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