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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Tarefa 5 - Segurança na Internet


Segurança na Internet! Do que falamos? Penso que não há um conjunto de palavras tão ambíguo, tão distinto, oposto como este. Vou então defini-las ligeiramente para melhor compreendermos as suas diferenças.
Segurança é a perceção de que estamos salvaguardados, que nada nem ninguém nos pode colocar em risco ou aos nossos bens ou aos nossos entes. É algo que é considerado um bem comum e está implícito em alguns atos como trancar a porta de casa ou usar o travão de mão para imobilizar o automóvel. Pode ser feito de forma consciente ou inconsciente. Quando não nos sentimos seguros ou protegidos, facilmente nos preocupamos e nos sentimos expostos. É isto a segurança.
E a Internet? Um mundo vasto, extremamente rico em informação, comércio e demais e em constante atualização, mas perigoso e nada seguro. Em qualquer site que acedemos, estão presentes e duma forma apelativa várias armadilhas que podem mudar a nossa vida para sempre e em questão de segundos... Ora temos jogos e inquéritos que solicitam a colocação do número de telemóvel, ora anúncios de pornografia, ora aplicações com vírus embebidos disfarçadamente e muito mas muito mais... Cada clique é quase como um tiro ao alvo numa carreira de tiro. E tudo se torna numa bola de neve quando agimos de forma imprudente: saldo do telemóvel que desaparece com aplicações que não usamos nem conhecemos; empresas de telemarketing que ligam a toda a hora, todos os dias para vender 1001 artigos; perda de dados; phishing de dados pessoais como passwords de acesso a instituições e entidades bancárias, etc. É isto a Internet, mais haveria a dizer...
A sociedade evoluiu em todos os sentidos com o passar dos anos. E ainda bem, permitiu um crescimento económico, social e humano. Um dos mais importantes progressos foi o das tecnologias de informação, nomeadamente através da Internet. A sua criação permitiu a criação de uma rede mundial de interligação de dados, bens e pessoas. Se recuarmos no tempo, as formas de comunicação entre pessoas em diferentes países eram as cartas (demasiado tempo) e as chamadas (demasiado dispendiosas). Esta escassez de recursos originava grandes fossos de ligação interpessoal e um afastamento massivo. Atualmente, uma sms é recebida de imediato e tem um custo muito baixo, além de outros recursos totalmente gratuitos como o Skype e as redes sociais como o Facebook, o twitter.
O meio social sofreu uma tal alteração que os indivíduos possivelmente não conseguiriam viver como viveram há uns anos atrás. Aqueles então que já nasceram nesta era provavelmente entrariam em depressão ou enlouqueceriam, tal não é a dependência das TIC. A grande problemática é a exposição aos riscos da utilização deste “mundo” que é tão grande e tão acessível. A maioria dos utilizadores sabe navegar nas redes sociais, jogar e pouco mais. Aspetos essenciais como a instalação de um anti-vírus, o manuseamento do controlo parental, a limpeza sistemática de dados privados em histórico, o término de sessões de emails ou outras contas quando o acesso é feito num ponto público são ainda “tabu” ou simplesmente desconhecidos ou desvalorizados.
As crianças devido à sua imaturidade são as mais expostas. Partilham fotos e rotinas que sem saberem colocam em causa a sua segurança e a dos demais à sua volta. Os pais, muitos deles inexperientes neste novo ambiente, não sabem controlar os atos dos menores e às vezes nem os seus. Contudo, há quem se aproveite deste desconhecimento, ingenuidade ou até desleixo para se beneficiar. Seja através de burlas, fraudes, negócios fictícios, pedofilia... Tudo vale! Tal ocorre porque se verificou uma crescente necessidade em utilizar este mundo cibernaútico, mas preteriu-se a aprendizagem da sua utilização segura.
Sejam crianças, adultos ou idosos todos usam e querem mostrar que sabem usar mas poucos sabem realmente o que está atrás desta colossal máquina. Cada vez mais se ouvem relatos de ataques cibernaúticos a altas instituições; clonagens e usurpação de identidades; raptos e desaparecimento de crianças, etc. O Homem mudou, trocou amigos de carne e osso por amigos que podem até não existir na realidade. O importante é ter o maior número de likes nos posts e de amigos, mesmo que não conheça nem metade ou que os ignore na rua. Quem não tem conta numa rede social, é quase um extraterreste, um eremita.
Não estão em causa os benefícios que todo este mundo criou, mas os seus perigos são imensos e incalculáveis devido à sua escala mundial. O mais grave é a sua camuflagem, o passarem despercebidos. Há que educar os utilizadores, tal como foram educados a trancar as portas, a desconfiar de desconhecidos, a proteger os seus bens. Mesmo quem tem conhecimentos e sabe utilizar a Internet de forma segura está exposto quanto mais... Estamos numa era de facilitismo, de ganho imediato, de proliferação de dados em questão de segundos. O desaire é quando a nossa segurança é violada e a partir daí de nada serve mudar pois como o ditado diz “Casa roubada, Trancas à porta!” e aí já é tarde...

REFERÊNCIAS
Belanciano, V. (2014). Não são apenas as celebridades que estão a nu na Internet. Público, 25.
Cardoso, R. (2014). Se o Google diz é porque é verdade. Mas será mesmo? Courrier, 3.
Guerreiro, A. (2014). A máquina Google. Ipsilon, 25.

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