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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Tarefa 6 - Contar uma história digital



Tendo como base a utilização do Photostory, foi proposta a realização de uma tarefa. Essa atividade consiste em contar ou narrar uma história, cuja duração máxima é de 3 minutos e com recurso máximo a 8 fotografias.
Nesse sentido, o tema que escolhi foi "A vida de Almada Negreiros". É importante dar a conhecer alguns parâmetros biográficos deste artista, pois ao longo do ensino da disciplina de História, as crianças vão tendo contato com os variados movimentos das Artes. Utilizando esta ferramenta, torna-se mais rápida e lúdica a assimilação destes conhecimentos.
De forma à informação estar corretamente organizada, foi também elaborado um guião, como pedido pelos docentes. A voz do aúdio pertence a mim, criadora do blog.





Tarefa 5 - Segurança na Internet


Segurança na Internet! Do que falamos? Penso que não há um conjunto de palavras tão ambíguo, tão distinto, oposto como este. Vou então defini-las ligeiramente para melhor compreendermos as suas diferenças.
Segurança é a perceção de que estamos salvaguardados, que nada nem ninguém nos pode colocar em risco ou aos nossos bens ou aos nossos entes. É algo que é considerado um bem comum e está implícito em alguns atos como trancar a porta de casa ou usar o travão de mão para imobilizar o automóvel. Pode ser feito de forma consciente ou inconsciente. Quando não nos sentimos seguros ou protegidos, facilmente nos preocupamos e nos sentimos expostos. É isto a segurança.
E a Internet? Um mundo vasto, extremamente rico em informação, comércio e demais e em constante atualização, mas perigoso e nada seguro. Em qualquer site que acedemos, estão presentes e duma forma apelativa várias armadilhas que podem mudar a nossa vida para sempre e em questão de segundos... Ora temos jogos e inquéritos que solicitam a colocação do número de telemóvel, ora anúncios de pornografia, ora aplicações com vírus embebidos disfarçadamente e muito mas muito mais... Cada clique é quase como um tiro ao alvo numa carreira de tiro. E tudo se torna numa bola de neve quando agimos de forma imprudente: saldo do telemóvel que desaparece com aplicações que não usamos nem conhecemos; empresas de telemarketing que ligam a toda a hora, todos os dias para vender 1001 artigos; perda de dados; phishing de dados pessoais como passwords de acesso a instituições e entidades bancárias, etc. É isto a Internet, mais haveria a dizer...
A sociedade evoluiu em todos os sentidos com o passar dos anos. E ainda bem, permitiu um crescimento económico, social e humano. Um dos mais importantes progressos foi o das tecnologias de informação, nomeadamente através da Internet. A sua criação permitiu a criação de uma rede mundial de interligação de dados, bens e pessoas. Se recuarmos no tempo, as formas de comunicação entre pessoas em diferentes países eram as cartas (demasiado tempo) e as chamadas (demasiado dispendiosas). Esta escassez de recursos originava grandes fossos de ligação interpessoal e um afastamento massivo. Atualmente, uma sms é recebida de imediato e tem um custo muito baixo, além de outros recursos totalmente gratuitos como o Skype e as redes sociais como o Facebook, o twitter.
O meio social sofreu uma tal alteração que os indivíduos possivelmente não conseguiriam viver como viveram há uns anos atrás. Aqueles então que já nasceram nesta era provavelmente entrariam em depressão ou enlouqueceriam, tal não é a dependência das TIC. A grande problemática é a exposição aos riscos da utilização deste “mundo” que é tão grande e tão acessível. A maioria dos utilizadores sabe navegar nas redes sociais, jogar e pouco mais. Aspetos essenciais como a instalação de um anti-vírus, o manuseamento do controlo parental, a limpeza sistemática de dados privados em histórico, o término de sessões de emails ou outras contas quando o acesso é feito num ponto público são ainda “tabu” ou simplesmente desconhecidos ou desvalorizados.
As crianças devido à sua imaturidade são as mais expostas. Partilham fotos e rotinas que sem saberem colocam em causa a sua segurança e a dos demais à sua volta. Os pais, muitos deles inexperientes neste novo ambiente, não sabem controlar os atos dos menores e às vezes nem os seus. Contudo, há quem se aproveite deste desconhecimento, ingenuidade ou até desleixo para se beneficiar. Seja através de burlas, fraudes, negócios fictícios, pedofilia... Tudo vale! Tal ocorre porque se verificou uma crescente necessidade em utilizar este mundo cibernaútico, mas preteriu-se a aprendizagem da sua utilização segura.
Sejam crianças, adultos ou idosos todos usam e querem mostrar que sabem usar mas poucos sabem realmente o que está atrás desta colossal máquina. Cada vez mais se ouvem relatos de ataques cibernaúticos a altas instituições; clonagens e usurpação de identidades; raptos e desaparecimento de crianças, etc. O Homem mudou, trocou amigos de carne e osso por amigos que podem até não existir na realidade. O importante é ter o maior número de likes nos posts e de amigos, mesmo que não conheça nem metade ou que os ignore na rua. Quem não tem conta numa rede social, é quase um extraterreste, um eremita.
Não estão em causa os benefícios que todo este mundo criou, mas os seus perigos são imensos e incalculáveis devido à sua escala mundial. O mais grave é a sua camuflagem, o passarem despercebidos. Há que educar os utilizadores, tal como foram educados a trancar as portas, a desconfiar de desconhecidos, a proteger os seus bens. Mesmo quem tem conhecimentos e sabe utilizar a Internet de forma segura está exposto quanto mais... Estamos numa era de facilitismo, de ganho imediato, de proliferação de dados em questão de segundos. O desaire é quando a nossa segurança é violada e a partir daí de nada serve mudar pois como o ditado diz “Casa roubada, Trancas à porta!” e aí já é tarde...

REFERÊNCIAS
Belanciano, V. (2014). Não são apenas as celebridades que estão a nu na Internet. Público, 25.
Cardoso, R. (2014). Se o Google diz é porque é verdade. Mas será mesmo? Courrier, 3.
Guerreiro, A. (2014). A máquina Google. Ipsilon, 25.

Tarefa 4 - Atividade com a Televisão


Uma das propostas da Unidade Curricular de Língua Portuguesa e Tecnologias de Informação e Comunicação, foi a escolha de um programa televisivo. Ao selecionar o programa, deveria ter em conta a sua adequação a um destes níveis de ensino: Jardim de Infância, Pré-escolar ou 1º Ciclo.
De forma a elaborar a atividade solicitada, foi pedida a inclusão de alguns parâmetros: uma descrição do programa escolhido e a criação e explanação de duas atividades, uma oral e outra escrita, que permitissem trabalhar na escola com o público-alvo a Língua Portuguesa.
São vários os programas televisivos que atualmente estão ao dispôr do público infantil. Sendo mãe de 3 filhos: um bebé de 3 meses, um menino de 6 anos e uma menina de 10 anos; seria previsível que a minha escolha fosse fácil. Mas tal não aconteceu, em primeiro lugar porque não considero todos os conteúdos apropriados e em segundo lugar porque alguns programas são na minha opinião “ocos” e em nada auxiliam a aprendizagem de forma positiva.
Após algumas questões e abordagens aos dois pequenos, mais velhos por assim dizer, escolhi o programa que ambos gostam, que viram imensas vezes e que recordam muito bem. É de salientar que foi um programa que eu e o pai vimos enquanto crianças e que além de se vir a revelar intemporal teve a mais longa emissão. Refiro-me à “RUA SÉSAMO”. Feita a escolha, passo então a descrever o programa selecionado e as atividades que podem ser utilizadas em ambiente escolar.

A “RUA SÉSAMO” foi um programa de entretenimento infantil cuja versão original, “Sesame Street”, foi produzida nos Estados Unidos e que estreou em 1969. O total de episódios produzidos é de aproximadamente 4378 num total de 45 temporadas. O seu enorme sucesso acabaria por ditar a execução de várias adaptações de forma a ser emitido em vários países. Não foi exceção o nosso país, e no ano de 1989 ocorria a sua estreia em formato português com transmissão na RTP, à altura conhecido como Canal 1, até ao ano de 1997. A sua emissão tinha a duração entre 25 a 28 minutos e era dupla: um episódio de manhã e outro ao final da tarde antes do Telejornal. A série foi gravada tanto em território nacional como em países de Língua Oficial Portuguesa e contava com diversas equipas de realização, produção e pedagógicas. O elenco era vasto e rico, deixando um rasto na memória das crianças. Enumero inclusivé alguns dos personagens mais marcantes: o Poupas, o Ferrão, o Becas e o Egas, o monstro das bolachas e o Conde de Kontarr.
Este programa televisivo infantil tem como público-alvo crianças cujas idades estejam compreendidas entre os 3 e os 6 anos. Contudo, devido à sua estrutura cativante e diversificada, crianças mais velhas, até por volta da idade de 10 anos, também gostam de assistir aos episódios.
Os seus objetivos eram: ensinar os números, as formas e opostos; ensinar o abecedário; mostrar momentos do dia a dia; explicar como, quando, porquê e onde ocorrem certos acontecimentos. Cada episódio é constituído por diversos segmentos que podem ou não repetir-se: interação exclusiva entre personagens humanos; interação entre bonecos articulados e personagens reais; sequências animadas; sketches dobrados da versão original e filmes acerca de vários temas.
De uma panóplia de episódios, escolhi o número 10: “O Conde de Kontarr”. Neste episódio, os segmentos exibidos são: o Ferrão e a Letra A; Magia com a Letra A; Música “Dá-me a tua mão”; Jogo de associação; Filmagem num país dos PALOP; Sequência animada “Opostos”; Becas e Egas e o “Jogo das Setas”; Sequência animada “Os sons”; o Conde de Kontarr e “Os números”; Sequência animada “As formas”; Becas, Egas e o irmão Bicas e “As parecenças”; Sequência animada “Palavras com a Letra A”; Música “Quem sou eu?”; Ferrão e Poupas e as “Rimas”.

 

Atividades propostas

Programa: Rua Sésamo – O Conde de Kontarr
Público-alvo: 1ºCiclo – 2ºano de escolaridade
Material necessário: Lápis ou caneta, uma folha
Lista de Palavras com a letra A que surgem no programa: “água”; “ação”; “África”; “águia”; “árvore”; “álcool”; “Aveiro”; “Almada”; “Águeda”; “avestruz”; “astronauta”; “avião”; “aeroporto”; “automóvel”.

1 - Atividade Escrita
Visionamento do Programa: 30 minutos
Tempo de duração: 30 minutos
Realização da Atividade:
  • Assistir ao episódio.
  • Retirar duma caixa um envelope que contém no seu interior 6 quadrados de papel com palavras começadas pelo A e que surgiram no vídeo.
  • Cada criança elabora individualmente uma pequena história onde utiliza as palavras que lhe calharam.

2 - Atividade Oral
Tempo de duração: 60 minutos
Realização da Atividade:
  • Ao terminar a elaboração da história, cada criança coloca os quadrados de papel e a folha dentro do envelope, e este dentro de uma cartola.
  • Logo que todos terminem, o professor chama uma criança de cada vez e pede para retirar uma folha da cartola e ler em voz alta para a turma a história.
  • Ao terminar a leitura deve perguntar ao grupo quais as palavras do vídeo utilizadas na história lida.

Na atividade escrita, o enfoque principal é a elaboração por parte dos alunos de uma pequena história que contenha as 6 palavras que retirou da caixa. Cabe ao professor, aquando da escolha das palavras por envelope, a criação de conjuntos que não se repitam para desta forma todas as histórias terem uma listagem a utilizar diferente das outras. Já na atividade oral, o objetivo principal é a criação de um momento em que todos leiam o que outros escreveram. Ambas as atividades permitem que as crianças consigam:
  • inventar uma história;
  • dar largas à imaginação;
  • desenvolver a sua escrita e a sua oralidade;
  • partilhar as suas ideias e a sua criatividade;
  • trabalhar a sua memória auditiva.

Concluindo, até hoje me recordo da sua canção de abertura, bem como do seu cenário, onde várias crianças corriam felizes a brincar com o Poupas, que apesar do seu tamanho não passava de uma ave infantil em fase de aprendizagem. Dessa forma, deixo aqui a letra da música de abertura deste programa bem como o episódio que referi acima.


O Sol nasceu,
como está
lindo o céu
Cá vou eu, vem tu daí também
Aprender como se vai até à Rua Sésamo...

Vem brincar,
traz um amigo teu
E ao chegar, tu vais poder também
Ensinar como se vai até à Rua Sésamo...
Até à Rua Sésamo...






Referências

Tarefa 3 - JClic


Os professores propuseram a realização de jogos interativos utilizando o programa JCLIC. Este software permite a criação de diversos jogos, utilizando recursos como imagens, textos, sons, vídeos, etc. Foi solicitada a construção de 6 jogos e que fossem distintos entre si, tendo como comum apenas o tema. Nesse sentido, a temática por mim escolhida foi: Os Verbos. Os jogos que elaborei têm como público-alvo o 2º / 3º ano do ensino básico e está de acordo com as metas curriculares do Programa de Língua Portuguesa. Podem ser utilizados quer em ambiente de sala de aula como em casa.

Link de acesso ao projeto do JCLIC:

https://drive.google.com/open?id=0B410FqAslJp1aGNzWG9OMEJFYmM