Tendo
como base a utilização do Photostory, foi proposta a realização
de uma tarefa. Essa atividade consiste em contar ou narrar uma
história, cuja duração máxima é de 3 minutos e com recurso
máximo a 8 fotografias.
Nesse
sentido, o tema que escolhi foi "A vida de Almada Negreiros".
É importante dar a conhecer alguns parâmetros biográficos deste
artista, pois ao longo do ensino da disciplina de História, as
crianças vão tendo contato com os variados movimentos das Artes.
Utilizando esta ferramenta, torna-se mais rápida e lúdica a
assimilação destes conhecimentos.
De
forma à informação estar corretamente organizada, foi também
elaborado um guião, como pedido pelos docentes. A voz do aúdio pertence a mim, criadora do blog.
Segurança na Internet! Do que falamos? Penso que não há um
conjunto de palavras tão ambíguo, tão distinto, oposto como este.
Vou então defini-las ligeiramente para melhor compreendermos as
suas diferenças.
Segurança é a perceção de que estamos salvaguardados, que nada
nem ninguém nos pode colocar em risco ou aos nossos bens ou aos
nossos entes. É algo que é considerado um bem comum e está
implícito em alguns atos como trancar a porta de casa ou usar o
travão de mão para imobilizar o automóvel. Pode ser feito de forma
consciente ou inconsciente. Quando não nos sentimos seguros ou
protegidos, facilmente nos preocupamos e nos sentimos expostos. É
isto a segurança.
E a Internet? Um mundo vasto, extremamente rico em informação,
comércio e demais e em constante atualização, mas perigoso e nada
seguro. Em qualquer site que acedemos, estão presentes e duma forma
apelativa várias armadilhas que podem mudar a nossa vida para sempre
e em questão de segundos... Ora temos jogos e inquéritos que
solicitam a colocação do número de telemóvel, ora anúncios de
pornografia, ora aplicações com vírus embebidos disfarçadamente e
muito mas muito mais... Cada clique é quase como um tiro ao alvo
numa carreira de tiro. E tudo se torna numa bola de neve quando
agimos de forma imprudente: saldo do telemóvel que desaparece com
aplicações que não usamos nem conhecemos; empresas de
telemarketing que ligam a toda a hora, todos os dias para
vender 1001 artigos; perda de dados; phishing de dados
pessoais como passwords de acesso a instituições e entidades
bancárias, etc. É isto a Internet, mais haveria a dizer...
A sociedade evoluiu em todos os sentidos com o passar dos anos. E
ainda bem, permitiu um crescimento económico, social e humano. Um
dos mais importantes progressos foi o das tecnologias de informação,
nomeadamente através da Internet. A sua criação permitiu a criação
de uma rede mundial de interligação de dados, bens e pessoas. Se
recuarmos no tempo, as formas de comunicação entre pessoas em
diferentes países eram as cartas (demasiado tempo) e as chamadas
(demasiado dispendiosas). Esta escassez de recursos originava grandes
fossos de ligação interpessoal e um afastamento massivo.
Atualmente, uma sms é recebida de imediato e tem um custo
muito baixo, além de outros recursos totalmente gratuitos como o
Skype e as redes sociais como o Facebook, o twitter.
O meio social sofreu uma tal alteração que os indivíduos
possivelmente não conseguiriam viver como viveram há uns anos
atrás. Aqueles então que já nasceram nesta era provavelmente
entrariam em depressão ou enlouqueceriam, tal não é a dependência
das TIC. A grande problemática é a exposição aos riscos da
utilização deste “mundo” que é tão grande e tão acessível.
A maioria dos utilizadores sabe navegar nas redes sociais, jogar e
pouco mais. Aspetos essenciais como a instalação de um anti-vírus,
o manuseamento do controlo parental, a limpeza sistemática de dados
privados em histórico, o término de sessões de emails ou outras
contas quando o acesso é feito num ponto público são ainda “tabu”
ou simplesmente desconhecidos ou desvalorizados.
As crianças devido à sua imaturidade são as mais expostas.
Partilham fotos e rotinas que sem saberem colocam em causa a sua
segurança e a dos demais à sua volta. Os pais, muitos deles
inexperientes neste novo ambiente, não sabem controlar os atos dos
menores e às vezes nem os seus. Contudo, há quem se aproveite deste
desconhecimento, ingenuidade ou até desleixo para se beneficiar.
Seja através de burlas, fraudes, negócios fictícios, pedofilia...
Tudo vale! Tal ocorre porque se verificou uma crescente necessidade
em utilizar este mundo cibernaútico, mas preteriu-se a aprendizagem
da sua utilização segura.
Sejam crianças, adultos ou idosos todos usam e querem mostrar que
sabem usar mas poucos sabem realmente o que está atrás desta
colossal máquina. Cada vez mais se ouvem relatos de ataques
cibernaúticos a altas instituições; clonagens e usurpação de
identidades; raptos e desaparecimento de crianças, etc. O Homem
mudou, trocou amigos de carne e osso por amigos que podem até não
existir na realidade. O importante é ter o maior número de likes
nos posts e de amigos, mesmo que não conheça nem metade ou que os
ignore na rua. Quem não tem conta numa rede social, é quase um
extraterreste, um eremita.
Não estão em causa os benefícios que todo este mundo criou, mas os
seus perigos são imensos e incalculáveis devido à sua escala
mundial. O mais grave é a sua camuflagem, o passarem despercebidos.
Há que educar os utilizadores, tal como foram educados a trancar as
portas, a desconfiar de desconhecidos, a proteger os seus bens. Mesmo
quem tem conhecimentos e sabe utilizar a Internet de forma segura
está exposto quanto mais... Estamos numa era de facilitismo, de
ganho imediato, de proliferação de dados em questão de segundos. O
desaire é quando a nossa segurança é violada e a partir daí de
nada serve mudar pois como o ditado diz “Casa roubada, Trancas à
porta!” e aí já é tarde...
REFERÊNCIAS Belanciano,
V. (2014). Não são apenas as celebridades que estão a
nu na Internet. Público, 25.
Cardoso,
R. (2014). Se o Google diz é porque é verdade. Mas será
mesmo? Courrier, 3.
Guerreiro,
A. (2014). A máquina Google. Ipsilon, 25.
Uma das propostas da Unidade Curricular de Língua Portuguesa e
Tecnologias de Informação e Comunicação, foi a escolha de um
programa televisivo. Ao selecionar o programa, deveria ter em conta a
sua adequação a um destes níveis de ensino: Jardim de Infância,
Pré-escolar ou 1º Ciclo.
De forma a elaborar a atividade solicitada, foi pedida a inclusão de
alguns parâmetros: uma descrição do programa escolhido e a criação
e explanação de duas atividades, uma oral e outra escrita, que
permitissem trabalhar na escola com o público-alvo a Língua
Portuguesa.
São vários os programas televisivos que atualmente estão ao dispôr
do público infantil. Sendo mãe de 3 filhos: um bebé de 3 meses, um
menino de 6 anos e uma menina de 10 anos; seria previsível que a
minha escolha fosse fácil. Mas tal não aconteceu, em primeiro lugar
porque não considero todos os conteúdos apropriados e em segundo
lugar porque alguns programas são na minha opinião “ocos” e em
nada auxiliam a aprendizagem de forma positiva.
Após algumas questões e abordagens aos dois pequenos, mais velhos
por assim dizer, escolhi o programa que ambos gostam, que viram
imensas vezes e que recordam muito bem. É de salientar que foi um
programa que eu e o pai vimos enquanto crianças e que além de se
vir a revelar intemporal teve a mais longa emissão. Refiro-me à
“RUA SÉSAMO”. Feita a escolha, passo então a descrever o
programa selecionado e as atividades que podem ser utilizadas em
ambiente escolar.
A “RUA SÉSAMO” foi um programa de entretenimento infantil cuja
versão original, “Sesame Street”, foi produzida nos
Estados Unidos e que estreou em 1969. O total de episódios
produzidos é de aproximadamente 4378 num total de 45 temporadas. O
seu enorme sucesso acabaria por ditar a execução de várias
adaptações de forma a ser emitido em vários países. Não foi
exceção o nosso país, e no ano de 1989 ocorria a sua estreia em
formato português com transmissão na RTP, à altura conhecido como
Canal 1, até ao ano de 1997. A sua emissão tinha a duração entre
25 a 28 minutos e era dupla: um episódio de manhã e outro ao final
da tarde antes do Telejornal. A série foi gravada tanto em
território nacional como em países de Língua Oficial Portuguesa e
contava com diversas equipas de realização, produção e
pedagógicas. O elenco era vasto e rico, deixando um rasto na memória
das crianças. Enumero inclusivé alguns dos personagens mais
marcantes: o Poupas, o Ferrão, o Becas e o Egas, o monstro das
bolachas e o Conde de Kontarr.
Este programa televisivo infantil tem como público-alvo crianças
cujas idades estejam compreendidas entre os 3 e os 6 anos. Contudo,
devido à sua estrutura cativante e diversificada, crianças mais
velhas, até por volta da idade de 10 anos, também gostam de
assistir aos episódios.
Os seus objetivos eram: ensinar os números, as formas e opostos;
ensinar o abecedário; mostrar momentos do dia a dia; explicar como,
quando, porquê e onde ocorrem certos acontecimentos. Cada episódio
é constituído por diversos segmentos que podem ou não repetir-se:
interação exclusiva entre personagens humanos; interação entre
bonecos articulados e personagens reais; sequências animadas;
sketches dobrados da versão original e filmes acerca de
vários temas.
De uma panóplia de episódios, escolhi o número 10: “O Conde de
Kontarr”. Neste episódio, os segmentos exibidos são: o Ferrão e
a Letra A; Magia com a Letra A; Música “Dá-me a tua mão”; Jogo
de associação; Filmagem num país dos PALOP; Sequência animada
“Opostos”; Becas e Egas e o “Jogo das Setas”; Sequência
animada “Os sons”; o Conde de Kontarr e “Os números”;
Sequência animada “As formas”; Becas, Egas e o irmão Bicas e
“As parecenças”; Sequência animada “Palavras com a Letra A”;
Música “Quem sou eu?”; Ferrão e Poupas e as “Rimas”.
Atividades propostas
Programa:
Rua Sésamo
– O
Conde de Kontarr
Público-alvo:
1ºCiclo
– 2ºano
de escolaridade
Material
necessário: Lápis ou caneta, uma folha
Lista
de Palavras
com a letra A que surgem no programa: “água”;
“ação”; “África”; “águia”; “árvore”; “álcool”;
“Aveiro”; “Almada”; “Águeda”; “avestruz”;
“astronauta”; “avião”; “aeroporto”; “automóvel”.
1
- Atividade Escrita
Visionamento do Programa:
30minutos
Tempo de duração: 30
minutos
Realização da Atividade:
Assistir ao episódio.
Retirar duma caixa um
envelope que contém no seu interior 6 quadrados de papel com
palavras começadas pelo A e que surgiram no vídeo.
Cada criança elabora
individualmente uma pequena história onde utiliza as palavras que
lhe calharam.
2 - Atividade Oral
Tempo de duração: 60
minutos Realização da Atividade:
Ao terminar a elaboração da
história, cada criança coloca os quadrados de papel e a folha
dentro do envelope, e este dentro de uma cartola.
Logo que todos terminem, o
professor chama uma criança de cada vez e pede para retirar uma
folha da cartola e ler em voz alta para a turma a história.
Ao terminar a leitura deve
perguntar ao grupo quais as palavras do vídeo utilizadas na
história lida.
Na atividade escrita, o
enfoque principal é a elaboração por parte dos alunos de uma
pequena história que contenha as 6 palavras que retirou da caixa.
Cabe ao professor, aquando da escolha das palavras por envelope, a
criação de conjuntos que não se repitam para desta forma todas as
histórias terem uma listagem a utilizar diferente das outras. Já na
atividade oral, o objetivo principal é a criação de um momento em
que todos leiam o que outros escreveram. Ambas as atividades permitem
que as crianças consigam:
inventar uma história;
dar largas à imaginação;
desenvolver a sua escrita e a
sua oralidade;
partilhar as suas ideias e a
sua criatividade;
trabalhar a sua memória
auditiva.
Concluindo, até hoje me recordo da sua canção de abertura, bem
como do seu cenário, onde várias crianças corriam felizes a
brincar com o Poupas, que apesar do seu tamanho não passava de uma
ave infantil em fase de aprendizagem. Dessa forma, deixo aqui a letra
da música de abertura deste programa bem como o episódio que referi
acima.
O
Sol nasceu,
como
está
lindo
o céu Cá vou eu, vem tu daí também Aprender como se vai até
à Rua Sésamo...
Vem brincar,
traz
um amigo teu E ao chegar, tu vais poder também Ensinar como se
vai até à Rua Sésamo... Até à Rua Sésamo...
Os
professores propuseram a realização de jogos interativos utilizando
o programa JCLIC. Este software permite a criação de diversos
jogos, utilizando recursos como imagens, textos, sons, vídeos, etc.
Foi solicitada a construção de 6 jogos e que fossem distintos entre
si, tendo como comum apenas o tema. Nesse sentido, a temática por
mim escolhida foi: Os Verbos. Os jogos que elaborei têm como
público-alvo o 2º / 3º ano do ensino básico e está de acordo com
as metas curriculares do Programa de Língua Portuguesa. Podem ser
utilizados quer em ambiente de sala de aula como em casa.